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Educadores aprovam greve contra a privatização de escolas estaduais

Assembleia ratificou a mobilização de professores e funcionários para frear projeto do Governo do Paraná.

27/05/2024 às 17h23 Atualizada em 29/05/2024 às 14h26
Por: Redação Fonte: Assessoria
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Mais de 4 mil educadores em assembleia decidiram paralisar as atividades Foto: Prof. Dr. Yasunobu Matsuura/Arquivo Agência USP Imagens
Mais de 4 mil educadores em assembleia decidiram paralisar as atividades Foto: Prof. Dr. Yasunobu Matsuura/Arquivo Agência USP Imagens

Em assembleia estadual, educadores aprovaram a deflagração de greve, por tempo indeterminado, a partir de 3 de junho, contra o projeto do Governo do Paraná denominado Parceiros da Escola, que planeja transferir a gestão de escolas da rede estadual para empresas privadas. A proposta representa a privatização do ensino público. 

Mais de quatro mil educadores participaram da assembleia, no último dia 25. A paralisação é uma resposta direta à tentativa de entregar o futuro de adolescentes e jovens para setores empresariais e do mercado. A medida pretendida significa excluir a parcela mais vulnerável da população, comprometer a autonomia pedagógica e deteriorar as condições de trabalho. 

O projeto de privatização das escolas estaduais é um golpe contra o direito de acesso à educação pública e gratuita, consagrado pela Constituição federal. Presidente da APP-Sindicato/Foz, Ari Jarczewski enfatiza que o objetivo é desmantelar o sistema educacional público, em prol da exploração comercial da educação. 

“O governador Ratinho Junior almeja entregar escolas públicas para empresários, almejando chegar à ‘pejotização’ da educação”, avalia. “A intenção é oficializar contratos de trabalho precários e salários baixos, porque a relação laboral passaria a ser a de mercado. E, brevemente, instituir contratos de profissionais como microempreendedores individuais, por exemplo”, denuncia. 

Para dar a largada ao projeto de privatização, a gestão estadual visa a entregar cerca de 200 escolas estaduais à gestão privada, inicialmente. “Por isso, mais do que nunca, é necessária a união de toda a comunidade escolar, pais, mães, alunos, entidades civis e todos os que acreditam na importância da educação, para defender o ensino público e gratuito”, convoca Ari. 

A APP-Sindicato/Foz já iniciou a instalação do comando de greve, reunindo representantes indicados pelas escolas de nove cidades da região. Durante a semana, educadores vão dialogar com a comunidade sobre os efeitos do projeto, inclusive atender a convites de entidades estudantis que queiram debater a fundo a proposta para realizar mobilizações. 

Assembleia permanente 

Além da greve, a categoria aprovou a manutenção da assembleia permanente para monitorar as ações do governo e coordenar as mobilizações. O comando de greve e a direção sindical serão o elo com a base de professores e funcionários de escolas para definir os próximos passos e atividades. 

A preparação para a greve, a partir desta segunda-feira, 27, prevê a criação de comissões regionais, trabalho de base, plataforma zero e acompanhamento das sessões na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP), instituição para a qual o governo promete enviar o projeto privatizante. No dia seguinte ao início da greve, ocorrerá ato estadual em Curitiba, em 4 de junho, audiência pública do Fórum Estadual das Escolas e manifestação na sessão na ALEP. 

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